Tinha tido um daqueles pesadelos demasiado realistas, que me fez suar, tremer e acordar com lágrimas nos olhos, desesperada.
Sonhei que tinha descoberto nessa mesma tarde que estava grávida e sem ter tido tempo de partilhar a alegria com o pai da criança, que já estava a dormir, fui fazer o mesmo. Passado umas horas acordei para ir ao quarto de banho (isto ainda no sonho) e senti uma cólica muito forte, que gerou uma hemorragia imparável. Estava a abortar.
Lembro-me de me deitar na cama, inerte. De acordar aos berros o meu namorado, que não percebia muito bem o que se estava a passar, porque nunca chegou a saber que estava grávida e de ligar á minha mãe.
Recordo-me de ele me descobrir dos lençóis, olhar para o sangue e queixar-se do cheiro (acho que este comentário parvo da parte dele, denota os meus medos que ele não esteja preparado para mudar de vida, para certos cenários e situações) e pegar em mim ao colo, para me levar para o hospital. E aí julgo ter acordado. Tendo sido a primeira coisa que fiz, certificar-me duas vezes se não estava mesmo a perder sangue.
Foi tão real, tão assustador, tão triste.
Julgo que este é um medo de todas as mulheres grávidas ou que estão a tentar. E creio que fiquei com este assunto na cabeça, depois de ter falado com uma colega minha que já abortou três vezes, duas nos últimos tempo e que comentou que a espinha do feto não se consegue formar e ela perde-os. Aquela imagem chocou-me e de certo ficou guardada, no meu inconsciente.
Acho que é das situações mais traumáticas para uma mulher: querer algo, acima de tudo e o próprio corpo não o permitir. Além de que eu terei ainda mais problemas se abortar visto o pai ser tipo de sangue A+ e eu A-
Mas tento não pensar em coisas más. Parece que se atraem umas ás outras...
tens de ter calma e se calhar falar ao médico do que está a acontecer, uns calmantes do celeiro não fazem mal nenhum e deixam-te mais calma. força!
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